Abstract
Este ensaio busca tecer considerações epistemológicas acerca do debate da relação sociedade-natureza no pensamento geográfico. Para tanto, retoma-se às matrizes teórico-epistemológicas clássicas, a saber, as concepções kantiana, hegeliana e marxista, bem como a interlocução com perspectivas do pensamento geográfico contemporâneo de Quaini, Vitte e Moreira, enquanto possibilidade analítica para se pensar o objeto de estudo da geografia e a “natureza” como elemento processual de mediação, cuja potencialidade reflexiva vem sendo redefinida continuamente, como resultado do movimento de transformação da realidade. Dentro dessa perspectiva, no plano geral, a categoria natureza, enquanto totalidade em totalização, realiza-se a partir do engendramento da natureza como concepção e como produto da realização humana ao longo do tempo e do espaço. As particularidades imanentes ao movimento de transformação e ressignificação do termo natureza em Geografia configura-se como resultado do “choque epistêmico” entre antigas e novas perspectivas de pensamento que buscam, de um lado, conceber “artifícios interpretativos” para aplicá-lo ao real, e de outro, analisar a diversidade do real em suas múltiplas determinações, estabelecidas ao longo do espaço-tempo e do movimento relacional entre historicidade e práxis.
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Rodrigues, J. C., & Rodrigues, J. C. (2014). RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NO PENSAMENTO GEOGRÁFICO: REFLEXÕES EPISTEMOLÓGICAS. Geography Department University of Sao Paulo, 27, 211. https://doi.org/10.11606/rdg.v27i0.483
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