Abstract
O artigo é resultado de um recorte da pesquisa de doutorado (OLIVEIRA, 2015) defendida no início de 2015 em articulação com pesquisa desenvolvida (FABRIS, 2013-2016) em um programa de pós-graduação em Educação no Brasil. O estudo busca dar visibilidade a alguns elementos que compõe as práticas de iniciação à docência a partir do uso do diário de campo por um grupo de licenciandas em Pedagogia vinculadas ao primeiro programa brasileiro de bolsa de iniciação à docência (Pibid). Apoiado nos campos teóricos dos Estudos em Docência e dos Estudos Foucaultianos e fazendo uso da ferramenta teórico-metodológica da subjetivação como operador analítico, o exercício recorreu a um conjunto de materiais produzidos por meio de um questionário semiestruturado e de diários de campo produzidos pelos sujeitos pesquisados. Resultados indicam o diário de campo como um potente instrumento para a formação de professores. Por meio de uma formação alicerçada nos fios constitutivos do saber, do poder e da ética, tal instrumento torna-se uma tecnologia humana produtiva de formas específicas e contingentes de subjetividades docentes.
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Oliveira, S., & Henn Fabris, E. (2017). Práticas de iniciação à docência: o diário de campo como instrumento para pensar a formação de professores. Revista Diálogo Educacional, 17(52), 639. https://doi.org/10.7213/1981-416x.17.052.ao06
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