Dopamina e o rim na sepse: uma revisão sistemática

  • Katz D
  • Troster E
  • Vaz F
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Abstract

A insuficiência renal aguda (IRA) tem uma alta morbi-mortalidade em pacientes de terapia intensiva. A sepse grave e choque séptico säo fatores de risco importantes para o desenvolvimento de IRA. A dopamina em dose baixa (0,5 a 3 mg/kg/min) vem sendo empregada durante várias décadas como opçäo terapêutica para a proteçäo da funçäo renal nestes pacientes, ainda que na ausência de estudos bem controlados. OBJETIVOS: Verificar evidências na literatura que justifiquem o uso rotineiro da dopamina em dose baixa nos pacientes com sepse grave e choque séptico. MÉTODOS: Busca sistemática da literatura, abrangendo bancos de dados eletrônicos (MEDLINE, EMBASE, LILACS) e a busca manual de artigos. RESULTADOS: Dos cinco estudos clínicos randomizados encontrados, nenhum se enquadrou nos critérios de inclusäo, pois näo avaliavam a funçäo renal. Dentre os estudos do tipo séries de casos, apenas oito foram passíveis de avaliaçäo qualitativa. Foram descritos alguns efeitos adversos associados à dopamina, tais como aumento do shunt pulmonar, taquiarritmias, aumento na pressäo de artéria pulmonar, que näo foram estatisticamente significantes. A mortalidade também näo se alterou com o uso da dopamina. CONCLUSÕES: Näo existem evidências suficientes na literatura que suportem o uso rotineiro da dopamina em dose baixa como opçäo terapêutica para proteçäo da funçäo renal na sepse grave e choque séptico

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Katz, D. V., Troster, E. J., & Vaz, F. A. C. (2003). Dopamina e o rim na sepse: uma revisão sistemática. Revista Da Associação Médica Brasileira, 49(3), 317–325. https://doi.org/10.1590/s0104-42302003000300038

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