Abstract
Existem convenções historiográficas que guiam o trabalho do historiador. Dentre elas o balizamento da cronologia histórica é, sem dúvida, uma das mais importantes para que se possam oferecer explicações mais precisas sobre os tempos curto, médio e longo imersos no âmbito da temporalidade da História. Inserida no espectro temporal situado entre o passado helenístico e o medieval, a Antiguidade Tardia (séculos III – VIII) vem ganhando destaque no último meio século desde a renovação dos estudos socioculturais proposta por Peter Brown. No início do século XXI, associado aos movimentos políticos e institucionais ocorridos no final da centúria passada, se propôs um novo “giro” ao estudo da História política e institucional que colocou no centro do debate historiográfico sobre a Antiguidade Tardia tanto o Império Romano tardio (séculos III – VI) como as monarquias romano-bárbaras (séculos V – VIII) nos territórios romanos ocidentais. Como estas entidades político-institucionais foram forjadas e quais seriam os partícipes que as constituíram, questões que são apontadas em nosso estudo e que tem nos godos o exemplo mais destacado de uma monarquia romano-bárbara herdeira da tradição político-institucional imperial romana.
Cite
CITATION STYLE
Frighetto, R. (2022). Romanos, bárbaros e a História Política na Antiguidade Tardia. Heródoto: Revista Do Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre a Antiguidade Clássica e Suas Conexões Afro-Asiáticas, 6(2), 22–48. https://doi.org/10.34024/herodoto.2021.v6.13903
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.