Abstract
Ao se estudar a evolução do processo de trabalho sob o capitalismo, tem-se, evidentemente, a fonte clássica, constituída pela tríade dos capítulos do primeiro volu-me de O capital: Cooperação, Manufatura e Maquina-ria. Esta tríade contém, sem dúvida alguma, a análise final do processo de trabalho sob o capitalismo. Do pon-to de vista teórico, esta análise fecha a questão; mostra como o capital vai ajustando as bases materiais à sua de-terminação, às determinações da valorização do valor, até chegar à sua forma mais desenvolvida e acabada, que é a máquina. Pois bem, a leitura de outros autores so-bre processo de trabalho permite verificar que é bastante difundida a opinião de que o processo de trabalho ca-pitalista no nosso século vai sendo, cada vez mais, um aprofundamento das coisas que Marx tinha colocado. Para ilustrar esse ponto, vale mencionar uma citação de Coriat: "Tudo o que Marx anuncia em relação às característi-cas especificamente capitalistas do processo de traba-lho (parcelamento de tarefas, incorporação do saber téc-nico no maquinismo, caráter despótico da direção), o realiza Taylor, ou, mais exatamente, lhe dá uma exten-são que até então não havia tido." I Não só em Coriat, mas também em Aglietta, em Bra-verman, autores de grande penetração nos melhores meios acadêmicos, encontramos o seguinte: o tayloris-mo e o fordismo, coisas do nosso século, são
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Moraes Neto, B. R. de. (1986). Maquinaria, taylorismo e fordismo: a reinvenção da manufatura. Revista de Administração de Empresas, 26(4), 31–34. https://doi.org/10.1590/s0034-75901986000400003
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