Abstract
Introdução: No Brasil, a criação do SUS visou ampliar o acesso aos serviços, com a APS sendo o primeiro contato da população. A PNAB, desde 2006, estabelece diretrizes para a ESF, mas mudanças nas edições de 2011 e 2017 podem afetar a cobertura e qualidade do atendimento. Objetivo: Este estudo visa mapear as repercussões da PNAB nas UAPS no Brasil, identificando os desafios enfrentados pelas equipes de saúde devido às mudanças no contexto da APS. Método: Foram seguidos os métodos do Joanna Briggs Institute e PRISMA-ScR, com estudos primários, secundários, editoriais e opiniões de especialistas desde 2006, utilizando bases de dados relevantes e análise independente com Rayyan. Resultados e Discussão: Após uma triagem inicial de 1.796 artigos, 21 foram incluídos visando mapear as repercussões da PNAB nas UAPS. A atualização da PNAB permitiu a divisão da carga horária semanal para até três profissionais da mesma área, levando a uma fragmentação do trabalho e diminuição dos vínculos e reduziu o número de ACS, causando sobrecarga na unidade e falta de acompanhamento dos pacientes. Conclusão: A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) passou por reformulações entre 2006 e 2017, afetando a composição das equipes de saúde da família e suas cargas horárias. O financiamento da atenção básica também foi alterado, indicando uma tendência de mercantilização dos serviços de saúde.
Cite
CITATION STYLE
Ferreira Americo, M., Eduarda Rodrigues1, M., Faria de Sousa, A., Nunes da Rocha Dias, A. E., Franciscon Naves, E., & Gonçalves Amaral, G. (2024). Repercussões da política nacional de atenção básica nos serviços oferecidos pela atenção primária à saúde no Brasil: revisão de escopo. Revista Saber Digital, 17(3), e20241701. https://doi.org/10.24859/saberdigital.2024v17n3.1528
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.