Abstract
A caracterização de módulos fotovoltaicos envolve essencialmente a determinação da curva I-V (corrente versus tensão), que é dependente da distribuição espectral da luz incidente. Justamente por essa razão as condições padronizadas de teste possuem um espectro de referência denominado AM 1,5. Com o crescimento de novas tecnologias de fabricação de módulos fotovoltaicos torna-se comum a utilização de uma célula de referência de silício cristalino para medida da radiação solar em ensaios de dispositivos com curva de resposta espectral diferente. Neste caso, é fundamental a realização do cálculo do fator de descasamento espectral existente entre a célula de referência e o dispositivo em ensaio. Neste trabalho foi caracterizado um módulo de silício amorfo de tripla junção ao longo de um dia e foi avaliada a importância da determinação do fator de descasamento espectral entre esse módulo e uma célula de referência de silício monocristalino. Verificou-se que o erro introduzido pelo descasamento espectral pode ser da ordem de 10 % nos extremos do dia. A aplicação da correção espectral reduz este erro para valores da ordem de 1%. Também foi avaliado o uso de um piranômetro térmico como sensor de medida de irradiância solar e a necessidade de realizar a correção espectral também neste caso.
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Gasparin, F. P., Bühler, A. J., & Krenzinger, A. (2016). Análise da importância do fator de descasamento espectral na caracterização elétrica de módulos fotovoltaicos. Revista Brasileira de Energia Solar, 3(2), 94. https://doi.org/10.59627/rbens.2012v3i2.83
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