Resíduos de agrotóxicos do grupo de ditiocarbamatos em maçãs (Malus domestica Borkh.) in natura no Brasil – 10 anos

  • Pereira M
  • Runtzel C
  • Galvão S
  • et al.
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Abstract

A critical analysis of the dithiocarbamate (DTCs) residues (ten years) in fresh apples (Malus domestica Borkh.) reported by the Pesticide Residue Analysis Program (PARA) of the Brazilian Sanitary Surveillance Agency (ANVISA) was carried out. From the total of 1422 apples samples, 605 of them present some levels of contamination. Although the number of positive samples for DTCs were rather low (32.1%) in 2003, the following year (2004) had the highest number of contaminated apples samples (135) corresponding to 83.9%, followed by 2007 with 81.9% (113). Apples in Brazil reached residue levels up to 3.04 mg/kg in 2005, exceeding the country MRL (2 mg/kg). Despite that, the Program does not inform how many and/or the percentage that effectively exceeded that limit. The values were satisfactory (≤MLR) in the prior to 2003 years and so in 2006 and 2007. According to the data analyzed, the apples commercialized in Brazil over the evaluation period, had residue above the MRLs level in bouncing years (2001/2002, 2005, 2009, 2010 and 2012), exposing consumers to the adverse DTCs effects. Considering the ten years evaluated, it was observed that there were no evolution on the residues detected (reduction), nor in the number of samples surveyed or official laboratories for analysis (increase), thus those factors should be improved. There is therefore the need for measures to control the use of this chemical group, and the continuity of ANVISA to formally inform consumers (via website) since it stopped this activity in 2012.Se realizó un análisis crítica de datos del Programa de Análisis de Residuos de Pesticidas (PARA) de la Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA) sobre los residuos de pesticidas del grupo químico ditiocarbamato (DTC) en manzanas (Malus mestica Borkh) comercializadas in natura durante diez años en Brasil. Fueron analizadas 1422 muestras de manzanas, de las cuales 605 tenían algún nivel de contaminación. El número de muestras positivas para el DTC fue del 32,1% en 2003, ya el año siguiente (2004) se establece como el período con mayor número de muestras contaminadas, correspondiendo a 83,9%, seguido del año de 2007 con el 81,9%. Las manzanas alcanzaron niveles de 3,04 mg/kg en 2005, superando el límite máximo de residuos – LMR (2mg/kg) nacional. Independientemente de los datos reportados, el programa no informa cuántas y/o el porcentaje de muestras que supera el LMR, solamente fue posible observar que la presencia residual en las manzanas brasileñas, durante todo el período de evaluación fluctuaron en picos por encima del LMR en 2001/2002, 2005 2009, 2010 y 2012, exponiendo los consumidores a los efectos adversos de los DTCs. Teniendo en cuenta el rango de años de monitoreo realizada por parte del PARA y evaluados en este estudio, se observó que no hubo avances en los residuos detectados (reducción), mucho menos aumento en el número de muestras analizadas (oscilado en todos los períodos), así como en los laboratorios oficiales para análisis, lo que demuestra la necesidad de mejorar estos factores. Hay necesidad de que a ANVISA continúe informando oficialmente a los consumidores (a través de sitio web) ya que este proceso informativo se detuvo en 2012.ARealizou-se uma análise crítica dos dados obtidos do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sobre os resíduos de agrotóxicos do grupo químico ditiocarbamato (DTCs) em maçãs (Malus domestica Borkh) comercializadas in natura durante dez anos no pais. Foram analisadas 1422 amostras de maçãs, das quais 605 apresentaram algum nível de contaminação. O número de amostras positivas para DTCs foi de somente 32.1% em 2003, já o ano seguinte (2004) configurou como o período de maior número de amostras contaminadas, correspondendo a 83,9%, seguido pelo ano de 2007 com 81,9 %. As maçãs atingiram níveis de até 3,04 mg/Kg no ano de 2005, excedendo o limite máximo de resíduos (LMR) (2 mg/Kg) nacional. Independente dos dados informados, o Programa não informa quantas e/ou a porcentagem de amostras que excedeu o LMR, somente a faixa. Os valores encontrados foram satisfatórios (LMR) nos anos de 2003, 2006 e 2007. Foi possível perceber que as maçãs brasileiras, ao longo do período de avaliação oscilaram em picos de presença de resíduo acima dos LMR (em 2001/2002, 2005, 2009, 2010 e 2012), expondo consumidores aos efeitos adversos dos DTCs. Considerando a faixa de anos do monitoramento realizado pelo PARA e avaliada no presente estudo, foi observado que não houve evolução nos resíduos detectados (redução), muito menos acréscimo no número de amostras analisado (oscilou em todos os períodos), bem como de laboratório oficiais para análise, o que demonstra a necessidade de aprimoramento desses fatores. Há necessidade da ANVISA continuar a informar oficialmente consumidores (via website) já que este processo informativo parou em 2012.

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Pereira, M., Runtzel, C. L., Galvão, S., Pereira, M. N., Soares, C. E., & Scussel, V. M. (2017). Resíduos de agrotóxicos do grupo de ditiocarbamatos em maçãs (Malus domestica Borkh.) in natura no Brasil – 10 anos. Pubvet, 11(05). https://doi.org/10.22256/pubvet.v11n5.452-459

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