Abstract
As populações silvestres são constantemente ameaçadas devido ao aumento global da população humana e à consequente perda dos habitats originais, bem como à poluição, ao aumento do trânsito de pessoas e animais e à introdução de espécies exóticas. Estudos hematológicos, bioquímicos, toxicológicos e parasitológicos vêm sendo utilizados para o entendimento do estado de saúde de muitas espécies silvestres. Especialmente em relação à avaliação de parâmetros fisiológicos, existe dificuldade na interpretação dos valores observados, visto que fatores condizentes ao indivíduo e ao ambiente, bem como ao aprisionamento dos animais e à utilização de drogas para sedação, influenciam na hematimetria e nas dosagens bioquímicas. Neste contexto, dados sobre parasitismo e saúde dos mamíferos silvestres do Pantanal foram compilados por meio de bibliometria e discutidos em termos de resiliência e sustentabilidade de suas populações. A conclusão deste artigo é de que a comunidade científica deveria trabalhar em conjunto com a sociedade organizada, a fim de incentivar a criação e a aplicação de políticas públicas de conservação, no sentido de manter a biodiversidade e a continuidade dos seus processos ecológicos.
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Macedo, G. C. de, Herrera, H. M., Jansen, A. M., De Oliveira, C. E., Rocha, F. L., & Porfírio, G. E. de O. (2022). Saúde e conservação dos animais silvestres na natureza. Boletim Do Museu Paraense Emílio Goeldi - Ciências Naturais, 16(3), 459–526. https://doi.org/10.46357/bcnaturais.v16i3.806
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