Hipertensão arterial sistêmica e atividade física

  • Baptista C
  • Ghorayeb N
  • Dioguardi G
  • et al.
N/ACitations
Citations of this article
40Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

insuficiência cardíaca, na qual a HAS precedeu a instalação do quadro em 91% destes pacientes 7 . O manuseio clínico e terapêutico da HA inclui, além das medidas farmacológicas, também as não farmacológicas co-mo a restrição salina orientada (<6g de NaCl/dia), do fumo, combate ao estresse, perda de peso e do sedentarismo, este último obtido pela prática regular de exercício físico. Sabe-mos que muitas vezes é mais fácil introduzir um conceito novo do que combater um antigo; por esta razão cabe ao médico o incentivo para a prática da atividade física, pois não sabendo fazê-lo, por certo poderá não obter a aderência do paciente e perder assim um meio para auxiliá-lo. O papel do exercício regular tem sido apontado como benéfico para o controle da HA 9,10 . Em revisão de Arroll e Beaglehole, 22 artigos publicados confirmam o benefício 11 . Estudos pioneiros como o de Morris 12,13 já apontavam o papel importante e preventivo da atividade física na DCV, aos quais se seguiram os de Shepard 14 e de Tipton 15 . No estu-do clássico de Paffenbarger et al., alunos de Harvard que se exercitavam semanalmente com gastos calóricos acima de 2.000kcal apresentavam riscos diminuídos em 39% para DCV 16 . O treinamento físico, como o endurance, tem demonstra-do moderada redução na pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) em cerca de 10mmHg 17 . As respostas aos ajustes cardiocirculatórios são diferentes entre os normotensos e hipertensos durante a prática de exer-cício. Assim, a PAS aumenta no normotenso, porém mais intensamente no hipertenso; a resistência vascular periférica não se altera no normotenso ou até diminui, porém aumenta no hipertenso; a freqüência cardíaca (FC) tem aumento maior nos hipertensos em exercícios submáximos, enquanto o vo-lume sistólico (VS) aumenta mais intensamente no normo-tenso; a diferença arteriovenosa de O 2 tem aumento maior no hipertenso. Essas diferenças devem serem lembradas para orientação à prática de exercício ao hipertenso. Os reais mecanismos da redução da PA pelo exercício ain-da não estão totalmente esclarecidos. Não parece que esta redução seja somente devida a ações indiretas do exercício como redução do peso, diminuição do estresse, do perfil

Cite

CITATION STYLE

APA

Baptista, C., Ghorayeb, N., Dioguardi, G. S., Smith, P., Reginato, L. E., Savioli, F., … Borges, J. (1997). Hipertensão arterial sistêmica e atividade física. Revista Brasileira de Medicina Do Esporte, 3(4), 117–121. https://doi.org/10.1590/s1517-86921997000400006

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free