Abstract
O debate atual sobre gênero e diversidade sexual em muito acena para a leitura que a sociedade faz das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais (LGBT). Em tempos de avanço do conservadorismo e de “ideologia de gênero” como categoria de pânico moral, busca-se, com foco em um estudo de caso, cujos dados foram obtidos por intermédio de uma entrevista semiestruturada, discutir o desafio docente frente a estas disputas e controvérsias, para a realização de práticas de educação voltadas às diversidades de gênero e sexual na escola. Como principais resultados, pôde-se perceber o prejuízo causado pelo pensamento conservador ao trabalho docente que pretenda discutir gênero e sexualidade. Por intermédio da resistência oferecida por pais e mães, pelos/as próprios/as colegas de trabalho, a escola acaba por não cumprir sua função de acolher a todos e todas, já que professores e professoras são pensados como instrutores/as e não como docentes, prejudicando a criticidade que deve permear os processos de ensino-aprendizagem pertinentes ao ambiente escolar. Neste viés, os cursos de formação (inicial e/ou continuada) podem funcionar como instrumentos para professores e professoras repensarem suas práticas, desenvolvendo o pensamento crítico e gestando uma escola também mais crítica e pautada na cidadania e nos direitos humanos, fazendo com que os/as docentes se tornem agentes da transformação social enquanto meio de combate ao ideal conservador.
Cite
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Silva, A. R. P. da, Neves, A. L. M. das, & Mascarenhas, S. A. do N. (2019). Relações de gênero e diversidade sexual na escola: a docência na minimização de preconceitos em tempos de “ideologia de gênero.” Educação, Ciência e Cultura, 24(3), 33. https://doi.org/10.18316/recc.v24i3.5507
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