Pólipos da vesícula biliar. Como e quando tratar?

  • Matos A
  • Baptista H
  • Pinheiro C
  • et al.
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Abstract

OBJETIVO: O objetivo do estudo é saber qual a orientação terapêutica para os doentes com pólipos vesiculares (PVs), que tipo de vigilância realizar, saber diferenciar entre um pólipo benigno e um pólipo maligno e proporcionar uma tranquilização em relação à "cancrofobia". Tipo de estudo: Realizou-se um estudo retrospectivo de cinco anos. Local: O estudo foi realizado nos Hospitais da Universidade de Coimbra, num Serviço de Cirurgia. População: Foram estudados todos os doentes operados no Serviço de Cirurgia II com o diagnóstico pré-operatório de PV, entre janeiro de 2003 e dezembro 2007. MÉTODOS: Foi feita correlação clínico-patológica de todos os doentes. Feita avaliação: de dados demográficos, da apresentação clínica, dos principais sintomas, das patologias associadas e exames complementares de diagnóstico realizados. RESULTADOS: Foram estudados 93 doentes, sendo que em 91 doentes tratava-se de pólipos benignos e em dois doentes de pólipos malignos. Dos 91 pólipos benignos, 73 (78,5%) eram pólipos de colesterol, 14 (15%) hiperplasias e dois (2,2%) adenomas. Em dois (2,2%) doentes tratava-se de pólipos malignos, adenocarcinoma da vesícula biliar. O diâmetro médio dos pólipos benignos é de 6 mm, 40 (43%) doentes apresentavam lesões múltiplas. Nos pólipos malignos e pré-malignos (adenomas) o diâmetro médio é de 18,8 mm, são todas lesões solitárias e a idade média destes doentes é de 57,7 anos. CONCLUSÃO: Conclui-se que o tratamento cirúrgico dos PVs é a colecistectomia e só deve ser realizado quando existe: clínica relacionada com o PV; pólipos de diâmetro superior a 10 mm; crescimento do pólipo num curto espaço de tempo; pólipo séssil ou base de inserção larga; pólipo com longo pedículo; idade do doente superior a 50 anos; coexistência de litíase vesicular; pólipos localizados no infundíbulo da vesícula ou alterações ecográficas na parede vesicular.

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Matos, A. S. B. de, Baptista, H. N., Pinheiro, C., & Martinho, F. (2010). Pólipos da vesícula biliar. Como e quando tratar? Revista Da Associação Médica Brasileira, 56(3), 318–321. https://doi.org/10.1590/s0104-42302010000300017

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