Abstract
O texto trata do conceito, conteúdo e lócus da educação integral, considerando que a educação se apresenta como ponto central do desenvolvimento econômico social e ganhou sentido multissetorial, ou seja, a escola não é o único espaço de aprendizagem. Destaca que uma política de educação fechada em si mesma perde seu sentido transformador. A educação não está centrada apenas em sistemas formais de ensino: o grupo infanto-juvenil precisa e deseja aprendizagens socioeducativas, que abarquem atividades de cultura, educação, esporte, lazer e saúde. Afirma que o tempo integral exigido pela LDB não precisa ser feito exclusivamente na escola, uma vez que, do ponto de vista pragmático, a rede escolar opera com dois ou até mesmo três turnos para atender à demanda por vagas, situação que não se resolverá no médio prazo. A busca do tempo integral exige uma articulação orgânica entre escola pública e programas socioeducativos realizados por organizações não governamentais nos próprios microterritórios. Do ponto de vista da intencionalidade educacional, a sociedade atual é caracterizada por sua complexidade multifacetada, tecida pela velocidade de mudanças, constantes e cumulativas, provocadas pelos avanços científicos e, sobretudo, pelo aumento das possibilidades de acesso a redes de informação e de consumo. Uma sociedade movida pelo conhecimento e pela informação. O artigo conclui que, para responder às demandas de aprendizagem e sociabilidade da contemporaneidade, é necesssário articulações de convivência mais orgânicas entre programas e serviços públicos estatais e não estatais, como uma tendência de ações de educação pública.
Cite
CITATION STYLE
Carvalho, M. do C. B. de. (2006). O Lugar da educação integral na política social. Cadernos Cenpec | Nova Série, 1(2). https://doi.org/10.18676/cadernoscenpec.v1i2.166
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.