Abstract
A partir de pesquisa de campo na região de Altamira (PA), este artigo analisa a perspectiva dos grupos sociais mais atingidos pelo projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte – as comunidades indígenas e ribeirinhas da região – buscando entender os sentidos que estes grupos atribuem aos impactos potenciais da obra e do funcionamento da Usina em seu modo de vida. Através de entrevistas com representantes dos grupos indígenas e ribeirinhos da região de Altamira (Juruna e Xipaya) e das redações de crianças da zona ribeirinha, a presente investigação, realizada em agosto e novembro de 2009, buscou atentar para os critérios, lógicas e racionalidades próprias a esses grupos sociais em seu exercício de produção de uma contra-expertise nativa, em oposição ao saber técnico associado ao chamado “empreendedor”, produzido por consultores contratados e pelo Estado.
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Mello, C. C. do A. (2013). Se houvesse equidade: a percepção dos grupos indígenas e ribeirinhos da região da Altamira sobre o projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Novos Cadernos NAEA, 16(1). https://doi.org/10.5801/ncn.v16i1.1066
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