Abstract
Este artigo pretende investigar imagens de pinheiros na pintura paranaense. Parte-se de obras de diversos artistas do Estado de diferentes períodos e contextos, nos quais se observam as relações do detalhe na obra e a obra em detalhe, mas também a abordagem de trecho e as singularidades dessa figura. As reflexões de Georges Didi-Hubermann acerca da Aporia do Detalhe e do Trecho dão suporte para pensar a imagem intermitente do pinheiro; nas suas aparições mínimas, fantasmáticas, tênues, diluídas e delusórias. Ainda, apresenta-se o pinheiro como um processo de acumulação de espaço, tempo e memória, que implica a diferença e a repetição, o sintoma e a abertura da imagem na sua relação com a história, na convocação de um passado e/ou futuro, que interrompe o tempo linear.
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Lourenço, C. (2022). A Visibilidade Tênue e a Delusão na Imagem do Pinheiro na Pintura Paranaense. Palíndromo, 14(33), 146–161. https://doi.org/10.5965/2175234614332022146
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