Abstract
Para que se possa compreender em sua substância como se põe hoje a questão da cidadania, bem como divisar a tendência prospectiva, e indispensável refletir sobre o curso da evolução histórica. As instituições jurídico-políticas, como expressões da vida cultural, só adquirem sentido quando examinadas no contexto da História. Para esse exercício de compreensão histórica, e importante destacar as três grandes etapas em que se desenvolveu a cidadania, numa espécie de evolução dialética: a fase exclusivamente política das origens, a da reação individualista — a partir da Revolução Inglesa e do estalar da "crise da consciência européia", segundo a feliz expresão de Paul Hazard — e a fase atual, onde já desponta o mundo futuro. O esquema, tornado como simples chave de interpretação histórica, simplifica obviamente a realidade, mas apresenta a grande vantagem de fazer ressaltar o essencial, sem que o observador se perca na multidão dos fatos.
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Comparato, F. K. (1993). A nova cidadania. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, (28–29), 85–106. https://doi.org/10.1590/s0102-64451993000100005
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