Abstract
O artigo analisa a forma pela qual as notícias referentes à epidemia do Zika Vírus e sua relação com a microcefalia foram apresentadas em plataformas digitais. Interpretamos os sentidos inscritos e a multiplicidade de discursos no que diz respeito às representações de gênero e suas imbricações sobre a saúde reprodutiva das mulheres. Utilizamos como fonte de investigação as Revistas Época e Carta Capital, e o Jornal Folha de São Paulo em suas versões on-line. Os resultados apontam diferentes vieses ideológicos na construção das notícias, constituídos a partir de discursos religiosos, morais, científicos e políticos, envolvendo temas como saúde, saneamento ambiental, violências institucionais contra as mulheres e crianças vítimas da microcefalia.
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Porto, R. M., & Costa, P. R. S. M. (2017). O Corpo Marcado: a construção do discurso midiático sobre Zika Vírus e Microcefalia. Cadernos de Gênero e Diversidade, 3(2). https://doi.org/10.9771/cgd.v3i2.22125
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