Abstract
O direito à Educação na Prisão baseia-se no princípio constitucional de direito à educação para todos. As especificidades do contexto prisional demandam o desenvolvimento de políticas educacionais capazes de atendê-las. O presente artigo tem como objetivo analisar de que forma a Educação de Jovens e Adultos se insere no espaço prisional e quais seriam os sentidos da escolarização para as mulheres estudantes em privação de liberdade. A pesquisa que inspirou este trabalho teve a intenção de responder ao seguinte problema: quais os sentidos das experiências escolares vividas por mulheres em privação de liberdade nos diferentes momentos de suas trajetórias de vidas? Para tal, orientou-se por um trabalho de abordagem quanti-qualitativa e contou com os instrumentos de coleta de dados: análise documental, observação participante, entrevistas e aplicação de questionários. Ao analisar as experiências escolares tecidas na escola do presídio foi possível notar um movimento de entrada e permanência na escola: a princípio, a aproximação se justificava pela ocupação do tempo ocioso ou pela remição de dias de pena, entretanto, essa relação com os estudos era redimensionada quando se (re)descobria o gosto por estudar. O lugar ocupado pela instituição escolar e a concepção de EJA para os espaços prisionais contribuíram para dar novo sentido à escolarização: recuperavam-se os nomes, a historicidade da trajetória de vida das estudantes e problematizava-se sobre as condições de vida e os motivos que levaram a cometer crimes, bem como se tornavam possíveis projeções para um futuro.
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Dos Santos, P., & Da Silva Durand, O. C. (2014). A Educação de Jovens e Adultos no Espaço Prisional: sentidos da escolarização para mulheres em privação de liberdade. Perspectiva, 32(1), 129–159. https://doi.org/10.5007/2175-795x.2014v32n1p129
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