Abstract
Um modelo de simulação foi desenvolvido para dimensionar a infra- estrutura necessária ao tratamento dos casos de câncer que buscaram assistência no Sistema Único de Saúde. O estado de São Paulo foi escolhido por disponibilizar dados atualizados do Registro Hospitalar de Câncer, utilizado para estimar o perfil de modalidades terapêuticas necessário aos casos de câncer. As bases de dados de produção ambulatorial e hospitalar do SUS forneceram o número de casos para cada uma das modalidades identificadas. A taxa de utilização das modalidades terapêuticas foi modelada a partir de Modelos de Mistura de distribuições de probabilidades, que revelaram 2 subgrupos de casos para radioterapia e 4 subgrupos de casos para quimioterapia. O modelo de simulação utilizou uma cobertura de 43% e um perfil de necessidade dos casos de 52,5% de cirurgia oncológica, 42,7% de radioterapia e 48,5% de quimioterapia. Estes parâmetros foram estimados tendo por base os casos atendidos no estado de São Paulo pelo SUS em 2002. Com esses parâmetros estimou-se a necessidade de 147 salas de cirurgia, 2.653 leitos cirúrgicos, 297 poltronas de quimioterapia e 102 equipamentos de terapia de radiação profunda para atender 50.600 casos novos de câncer por ano em 51 Centros de Alta Complexidade em Oncologia. Estas estimativas apontam a necessidade de se rever os atuais parâmetros de programação utilizados para o dimensionamento da infra-estrutura e dos tetos orçamentários para a assistência oncológica no SUS.
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Gomes Junior, S. C. S., & Almeida, R. T. (2009). Modelo de simulação para estimar a infraestrutura necessária à assistência oncológica no sistema público de saúde. Revista Panamericana de Salud Pública, 25(2), 113–119. https://doi.org/10.1590/s1020-49892009000200003
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