Abstract
Reconhecemos que o uso de álcool e outras drogas (AD) é fenômeno constante na história da humanidade. Do mesmo modo, devemos reconhecer que o passado escravagista do Brasil produziu efeitos no modelo organizacional da sociedade, com hierarquização de grupos sociais devido a sua cor, cultura ou origem étnica. A construção social quanto ao negro, no Brasil, no período pós abolição enquanto uma ameaça a sociedade, esta diretamente relacionada com o racismo que os/as negros/as são submetidos ao buscar um serviço de saúde. Ser negro e usuário de drogas, especialmente as ilegais, no Brasil, significa que os processos e procedimentos de saúde destinados a eles por vezes são discriminatórios e negligentes, sendo um problema de saúde pública concernente a reflexão bioética.
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Ribeiro, A. L., & Nascimento, W. F. do. (2019). Racismo institucional e os usos de álcool e outras drogas: uma reflexão bioética. Revista Brasileira de Bioética, 14(edsup), 13. https://doi.org/10.26512/rbb.v14iedsup.24099
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