Abstract
A arquitetura sustentável consiste em uma postura na prática profissional da construção civil que valoriza as percepções do homem quanto ao ambiente. O objetivo deste trabalho é realizar uma análise do custo-benefício ambiental do edifício da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (SEMACT) do município de Palmas – TO, que utilizou preceitos de construção da arquitetura sustentável. Pelos critérios privado (taxa de desconto de 15% ao ano) e público (taxa de desconto de 6% ao ano) de análise de investimentos no caso estudado, o uso de técnicas de construção da arquitetura sustentável não é recomendável, pois os custos incrementais de construção tornam-se superiores aos benefícios considerados (economia de energia). Além disso, considerando o critério de sustentabilidade de análise de investimentos (taxa de desconto nula), o uso de tecnologias de construção da arquitetura sustentável passa a ser relativamente atrativo. Contudo, a utilização desse critério revela muitas restrições na análise econômica, e só é recomendável em situações extremas, nas quais as externalidades ambientais geradas pelo empreendimento sejam intensas e não obtidas em fontes substitutas ou similares.
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Nunes, I. H., Carreira, L., & Rodrigues, W. (2009). A arquitetura sustentável nas edificações urbanas: uma análise econômico-ambiental. Arquitetura Revista, 5(1), 25–37. https://doi.org/10.4013/arq.2009.51.03
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