Abstract
O comportamento normal necessariamente não é sermpre considerado o que a maioria faz, embora um comportamento seja aprovado socialmente, a utilização do critério social como definição de um “comportamento normal” pode ser perigoso, principalmente ao ser uma ferramenta potencial de manipulação do poder político, social, econômico e religioso; tal efeito pode ser observável no social na tentativa de masificação, padronização ou unificação do pensar-agir. Aqueles que não “esquadram” no critério socialmente estabelecido como “comportamento normal” ou que não respondam a uma estrutura de poder, geralmente são excluídos e marginalizados, considerados “minoria” e agredidos na sua condição de pessoa. Observa-se na contemporaneidade vários pensamentos que tendem a fomentar a patologização da vida e do sufrimento humano, confunde-se a tristeza com o termo depresão, fomenta-se o ser humano “resistente a todo” ou de “sucesso”, esquecendo a vulnerabilidade e fragilidade da condição de pessoa.
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Martínez, S. E. G. (2023). O NORMAL E O PATOLÓGICO. Sapere Aude, 14(27), 453–459. https://doi.org/10.5752/p.2177-6342.2023v14n27p453-459
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