Abstract
A proibição da ação teatral nas ruas, em 1574, trouxe para arquitetura o desafio de pensar um espaço fechado para a prática da dramaturgia. A incorporação da tecnologia náutica à sala de espetáculos acabou por desenvolver a cenografia. As salas de espetáculo tornaram-se o principal ponto de encontro da burguesia pós Revolução Francesa, que tinha na ida à ópera seu grande evento social. A caixa cênica aos poucos se desenvolveu para garantir a magia do fazer de conta encenado no palco. Entretanto, a hegemonia do teatro frontal à italiana, apesar de sua geometria favorável quanto a questões acústicas e de visibilidade, foi bravamente rechaçada por encenadores socialistas. O espaço teatral, ao se transformar no espaço da experimentação, subverteu a geometria e a tipologia preestabelecida, acreditando que ambas limitavam o fazer teatral. As novas vertentes de produção de arquitetura teatral no Brasil invocam a construção de espaços de tipologia frontal nos quais diversos programas artísticos apresentados utilizam o mesmo espaço físico, valendo-se da tecnologia para minimizar as limitações inerentes a esses espaços.
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Zilio, D. T. (2010). A evolução da caixa cênica transformações sociais e tecnológicas no desenvolvimento da dramaturgia e da arquitetura teatral. Pós. Revista Do Programa de Pós-Graduação Em Arquitetura e Urbanismo Da FAUUSP, 0(27), 154. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.v0i27p154-173
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