ESTUDOS ORGANIZACIONAIS NO BRASIL: CONSTRUINDO ACESSO OU REPLICANDO EXCLUSÃO?

  • CARRIERI A
  • CORREIA G
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Abstract

Ibarra-Colado (2006) e Souza, Costa e Pereira (2015) colocam que os processos administrativos, da gest o e dos fen menos organizacionais sao naturalizados nas teor as consideradas tradicionais na Administra o. Os autores ainda consideram que esse processo exclui a conjuntura s cio-hist rica de sua constru o. Ademais, as teorias desenvolvidas no s culo XX do conhecimento administrativo realizam um movimento unilateral de edifica o de uma realidade organizacional e falseamento embelezado do real perante um prisma da raz o cient fica, natural. Na compreens o de autores como Misoczky, Flores e B hm (2008), Carrieri, Perdig o e Aguiar (2014), Barros e Carrieri (2015) e Wanderley e Barros (2018), o conhecimento te rico tradicional desenvolvido na Administra o anglocentrado e, antes mesmo, eurocentrado, o que inibe a possibilidade, com base no contexto local, de sermos sujeitos da nossa pr pria hist ria de gest o. Para muitos desses autores, essas teorias administrativas tem como base uma esp cie de racismo epistemico , desconsiderando o conhecimento que n o produzido nas localidades tidas centrais pela incapacidade de generalizar e universalizar os modelos de gest o. As pesquisas e teorias desenvolvidas de maneira perif rica em rela o dominancia europeia e estadunidense s o limitadas pelo entendimento que se tem do que s o organiza es. Como efeito, comum a considera o de que a forma estadunidense de gerenciar empresas capitalistas assume a fei o de ser um conjunto neutro de t cnicas que podem ser adotadas por qualquer organiza o . Assim, um modelo de gest o que foi criado no contexto espec fico da empresa capitalista passa a servir como fundamento para a condu o de todo e qualquer empreendimento humano. O impacto nas sociedades atuais - como as crises econ micas que deixam de ser locais, o desenvolvimento de unidades produtivas que fomentam a escravid o e o trabalho infantil, as queimadas fomentadas pelo empres rios da terra nos considerados pulmoes do planeta, o constante desenvolvimento da ciencia e da tecnologia, a produ o cada vez mais racional e mecanizada, a persegui o pol tica ao conhecimento e o ressurgimento de ideais que valorizam o dio e a intolerancia - pode ser representado por elementos como: [...] o relativismo e o pluralismo cultural - que por sua vez seriam caracterizados pela dissipa o da objetividade e da racionalidade

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CARRIERI, A. D. P., & CORREIA, G. F. A. (2020). ESTUDOS ORGANIZACIONAIS NO BRASIL: CONSTRUINDO ACESSO OU REPLICANDO EXCLUSÃO? Revista de Administração de Empresas, 60(1), 59–63. https://doi.org/10.1590/s0034-759020200107

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