Abstract
A saúde, ao contrário do modelo biomédico e curativo, não pode ser conceituada apenas como bem-estar físico. Para que se promova saúde, além dos atendimentos necessários visando reduzir a dor humana, há que se intervir no contexto reduzindo as vulnerabilidades sociais de forma a alterar a realidade, gerando um território saudável e por consequência, a redução dos índices de adoecimento. Este artigo pretende apresentar relato de experiência da associação de práticas educativas e saúde nos contextos comunitários de violência e criminalidade, destacando as vivências do programa “Viva Mais” do complexo dos bairros da zona Oeste do município de Uberlândia, Minas Gerais. Em instituição local, uma equipe interdisciplinar triava e cadastrava os moradores de acordo com renda e número de membros da família, sendo convidados a participar, quinzenalmente, de sessões de filmes, palestras, grupo de apoio e artes. Nos resultados de frequência e assiduidade aos grupos bem como na análise do discurso e comportamento, o público atendido superou as expectativas propostas, debatendo temas como educação, prevenção à violência, violência doméstica e sua relação com a saúde. Nesse sentido, nota-se a relevância de mais estudos e propostas de intervenção a fim de se estabelecer estratégias para educação e promoção da saúde com perspectivas intersetoriais, formando profissionais, multiplicadores e educadores que busquem, além do atendimento humanizado, a redução das consequências prejudiciais da criminalidade e violência como reflexo na educação e saúde dos moradores e/ou trabalhadores dessas comunidades.
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Silva, M. I., Pelazza, B. B., & Souza, J. H. (2019). EDUCAÇÃO E SAÚDE: DiversaPrática, 3(1), 17–40. https://doi.org/10.14393/dp-v3n1-2016-49615
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