Abstract
As polêmicas a respeito da industrialização na Primeira República não se restringem, em geral, a limites estritamente acadêmicos pois os argumentos apresentados deviam, à sua época, servir de apoio a propostas de política econômica (ou à crítica de políticas em vigor) e à compreensão do alinhamento político de determinados grupos sociais. Por esse motivo, tais polêmicas não perderam atualidade: muitas das questões de fundo aí presentes são recolocadas hoje, por vezes de modo muito semelhante ao dos anos 60 e 70. O objetivo deste artigo não é, portanto, o de encerrar as polêmicas a res-peito da industrialização na Primeira Republica ao indicar teses e posições corretas. Pretende-se apenas fazer um balanço da controvérsia em algumas de suas principais vertentes, indicando, sempre que possível, a atualidade das questões colocadas em foco. Não se pretende, também, ser exaustivo no exame das inúmeras contribui-ções ao debate. A escolha de alguns autores, tidos como representativos de de-terminadas posturas, envolve as limitações e preferências do autor. Daí existir grande risco de exclusão de obras de grande relevância para a discussão do te-ma. Vale lembrar ainda que a exposição não segue a ordem cronológica das obras comentadas pelo fato de centrar-se apenas em algumas questões particu-larmente importantes para a discussão do tema. Finalmente, cabe registrar que não há intenção de reconstituir o processo de industrialização em si, mas apenas alguns aspectos da controvérsia que se estabeleceu em relação a ele.
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Saes, F. A. M. de. (1989). A controvérsia sobre a industrialização na Primeira República. Estudos Avançados, 3(7), 20–39. https://doi.org/10.1590/s0103-40141989000300003
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