Abstract
1. RESUMO Com o avanço da competição uma das tendências fundamentais no campo empresarial é a necessidade do executivo à frente da empresa adotar uma postura estratégica. Para tanto, ele deve compreender o que se passa na empresa e em seu entorno. Entretanto a tecnologia de monitoria ainda é muito pouco conhecida e praticada. Além disso, quando existe alguma atividade nesta linha, a ênfase normalmente está voltada para a indicação das ações que os empregados devem tomar, e então verificar se tais ações foram realizadas. Nesse sentido o que se tenta é o controle do comportamento com base em informações de natureza contábil ou financeira. Nesse trabalho dá-se atenção para a estruturação de indicadores de desempenho financeiro e não financeiro que ofereçam aos administradores uma visão completa e inter-relacionada da empresa. O objetivo esperado é que a alta administração faça a ligação entre as informações dos indicadores com o planejamento e a tomada de decisões estratégicas. Após revisão da literatura sobre o tema, descreve-se uma experiência realizada nas empresas de energia elétrica de São Paulo. Merece destaque o fato de que a arquitetura e os resultados desta aplicação desenvolvida em 1986, muito se assemelham ao balanced scorecard que foi concebido na década dé90. 2. QUADRO DE REFERÊNCIA De uma época em que o pensamento gerencial se orientava para atividades funcionais e particulares, como marketing, produção e finanças, cresce a necessidade de atuação sistêmica e global da empresa. Desponta o conceito de estratégia corporativa, conforme Andrews (1971) e Christensen (1980) que viram-na como a idéia unificadora das áreas funcionais relacionando suas atividades com o ambiente externo, e adotando a noção de adequação entre as capacidades únicas de uma empresa e as exigências competitivas de seu setor de atuação. A partir desses autores, esse conceito evoluiu para um posicionamento das empresas em busca de vantagens competitivas (Porter, 1985 e Hamel & Prahalad, 1995). A maioria das organizações procura usar algum tipo de planejamento estratégico, dentro do qual se definem objetivos e metas a serem atingidos. As estratégias definidas para tanto, porém, encontram barreiras e dificuldades na fase de implementação (Fischmann, 1987) e mesmo o seu controle exige sistemas que possam permitir a eficácia e efetividade de se tomar medidas de ajuste ou que gerem mudanças de sentido e direção pela Alta Administração, dentro de um período de tempo adequado para aproveitar oportunidades ou para evitar perdas empresariais. Como produto final do processo de planejamento, o orçamento empresarial constitui-se de um documento de característica financeira e, portanto, justificava-se que o seu controle e acompanhamento tivessem sido preponderantemente pautados por esta influência.
Cite
CITATION STYLE
FISCHMANN, A. A., & ZILBER, M. A. (2000). Utilização de Indicadores de Desempenho para a Tomada de Decisões Estratégicas: um Sistema de Controle. RAM. Revista de Administração Mackenzie, 1(1), 10–25. https://doi.org/10.1590/1678-69712000/administracao.v1n1p10-25
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.