Análise epidemiológica da Sífilis Congênita no Brasil entre 2019 - 2022

  • Abrão R
  • Mendes E
  • Pinheiro D
  • et al.
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Abstract

Objetivo: Realizar estudo epidemiológico acerca dos casos notificados de sífilis congênita entre os anos de 2019 a 2022. Metodologia: Estudo quantitativo e retrospectivo, a partir de dados coletados no Sistema de Informações e Agravos de Notificação (SINAN) referentes ao período de  2019  a  2022,  disponível  nos  Departamento  de  Informática  do  Sistema  Único  de  Saúde (DATASUS).  As informações obtidas foram: estratificação dos casos por região brasileira, faixa etária, raça, escolaridade, realização do pré-natal, tratamento e evolução clínica da criança. Resultados:  Foram notificados 102.356 casos de sífilis congênita em crianças menores de 1 ano de idade confirmados por meio do SINAN no Brasil, entre 2019 e 2022, no qual destaca-se maior concentração de casos na região Sudeste cerca de 28,57% dos casos. Houve uma maior proporção de casos entre mães com idades entre 20 e 29 anos (57,10%), pardas (58,63%) e com ensino médio completo (19,88%). A proporção de realização do pré-natal se manteve acima de 80%, no entanto, o percentual de mães com tratamento inadequado ou não realizado também permaneceu acima de 80%. A proporção de crianças que sobreviveram foi superior a 87%. Conclusão: Evidencia-se tendência preocupante à persistência dos casos de sífilis congênita no Brasil, diante desse cenário, é imperioso o incentivo à adoção de medidas abrangentes que visem o acesso aos serviços de saúde e conscientização da população, a fim de fortalecer os sistemas de vigilância epidemiológica.Objective: To carry out an epidemiological study on reported cases of congenital syphilis between 2019 and 2022. Methodology: Quantitative and retrospective study, based on data collected from the Brazilian Notifiable Diseases Information System (SINAN) between 2019 to 2022. The information obtained was stratification of cases by Brazilian region, age group, race, education, prenatal care, treatment and clinical evolution of children. Results: 114,447 cases of confirmed congenital syphilis were reported in children under 1 year old, between 2019 and 2022, with a higher concentration of cases in the Southeast region (28.23%). There was a higher proportion of cases among mothers aged between 20 and 29 years old (57.33%), mixed race (58.73%) and with complete secondary education (20.28%). The proportion of prenatal care were above 80%, however, the percentage of mothers with inadequate or no treatment remained above 80%. The proportion of children who survived was over 87%.  Conclusion: There is a worrying trend towards the persistence of cases of congenital syphilis in Brazil. Given this scenario, it is imperative to encourage the adoption of comprehensive measures aimed at access to health services and awareness among the population, to strengthen health systems. Epidemiological monitoring.

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Abrão, R. M., Mendes, E. T. C., Pinheiro, D. I. de A., Albani, P. P. S., & Cimini, C. C. R. (2024). Análise epidemiológica da Sífilis Congênita no Brasil entre 2019 - 2022. Revista de Medicina, 103(4). https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v103i4e-226709

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