Abstract
O texto procura, através das ferramentas da análise fílmica e do ensaio crítico, depreender os princípios de uma noção particular de cinema a partir do filme Cabra marcado para morrer (1984) de Eduardo Coutinho. O reencontro com Coutinho representou ao mesmo tempo um retorno à casa onde cresci e o ponto de chegada na maturação do olhar. Com seus filmes redescobri o cinema como ferramenta de investigação do mundo e o cineasta como funcionário do real, ou seja, alguém cujo trabalho é necessariamente condicionado por aquilo que a vida cotidiana lhe impõe. Outra experiência fundamental foi a imersão no ensaísmo crítico. A prosa aqui é contaminada pela leitura apaixonada de crítica de cinema. Como lá, este texto só faz sentido para o leitor que viu o filme; ele é a primeira e mais importante referência. Da crítica herdamos, também, algumas ferramentas de abordagem e certa liberdade na escrita - às vezes garantida e estimulada pela universidade, às vezes não – e um investimento de fé na liberdade de leitura.
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Batista, M. H. (2017). Cabra marcado para morrer. O Mosaico, 9(1). https://doi.org/10.33871/21750769.2017.9.1.1894
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