Células fúngicas permanecem viáveis por até doze dias em lesões de cromomicose tratadas pela criocirurgia com nitrogênio líquido

  • Castro L
  • Salebian A
  • Lacaz C
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FUNDAMENTOS: A criocirurgia com nitrogênio líquido (C-N2L) é um método terapêutico que vem sendo usado com freqüência crescente no tratamento da cromomicose. Acreditava-se anteriormente que as temperaturas baixas poderiam destruir o agente infectante, mas foi demonstrado que as culturas fúngicas em temperaturas tão baixas como -196°C não causaria a morte do mesmo. Apesar da comprovada eficácia, ainda não se conhece o exato mecanismo de cura. OBJETIVO: Avaliar o período de persistência de fungos viáveis em lesões de cromomicose tratadas pela C-N2L. PACIENTES E MÉTODOS: Cinco pacientes com cromomicose tiveram suas lesões tratadas pela C-N2L. Foram colhidos, em diferentes intervalos de tempo após a criocirurgia, fragmentos do tecido tratado. A coleta, realizada com punch de 4mm, foi feita em três períodos diferentes: de 0 a 48h, de cinco a sete dias e de 10 a 14 dias após a realização da criocirurgia. Os fragmentos obtidos foram inoculados em Agar Sabouraud para verificação de crescimento de colônias fúngicas. Cada paciente teve um total de três amostras colhidas, uma em cada um dos três períodos mencionados. RESULTADOS: O crescimento de colônias foi maior nas coletas mais precoces, enquanto nas amostras colhidas entre o pós-operatório imediato e o quinto dia de pós-operatório o índice de viabilidade foi de 7/8 (87,5%), e naquelas colhidas a partir do sexto dia de pós-operatório foi de apenas 2/7 (28,5%). O maior período de pós-operatório que demonstrou positividade foi de 12 dias. CONCLUSÃO: Os resultados confirmam os achados anteriores, os quais demonstraram que as baixas temperaturas alcançadas pela C-N2L não são responsáveis pela destruição dos fungos nas lesões de cromomicose. Os autores acreditam que fenômenos biológicos tardios, como necrose ou imunoestimulação sejam os verdadeiros responsáveis pela erradicação dos fungos nas lesões de cromomicose.BACKGROUND: Several authors have reported on cryosurgery with liquid nitrogen (C-LN2) as an efficacious method to treat chromomycosis (CM). At first it was believed that low temperatures would destroy the infecting agents, but it was demonstrated that exposing fungal cultures to temperatures as low as -196° C did not cause fungal death. Cure mechanism has yet to be entirely understood. OBJECTIVE: To study fungal cell viability in CM lesions treated with C-LN2. METHOD: Specimens of CM lesions treated with C-LN2 were obtained by punch biopsy and seeded in Sabouraud agar. Three specimens were obtained from each of the 5 patients at 3 different occasions: 0 to 48 h after C-LN2, 5 to 7 days and 10 to 14 days. RESULTS: Colony growth was obtained with greater frequency when specimens were collected at earlier time intervals. While specimens obtained during the first 5 days after cryosurgery provided 7/8 colonies (87,5%), those obtained after the 6th post-op day were positive only in 2/7 cases (28,5%). The longest post-op time interval giving rise to a colony was 12 days. CONCLUSION: The present study suggests that tissue changes induced by C-LN2 are responsible for fungal eradication rather than low temperatures themselves. Fungal cells may be found in a viable state for up to 12 days after C-LN2.

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Castro, L. G. M., Salebian, A., & Lacaz, C. da S. (2003). Células fúngicas permanecem viáveis por até doze dias em lesões de cromomicose tratadas pela criocirurgia com nitrogênio líquido. Anais Brasileiros de Dermatologia, 78(3), 279–282. https://doi.org/10.1590/s0365-05962003000300003

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