Abstract
Este artigo pretende realçar a necessidade de considerar explicitamente a dimensão espacial nas análises empíricas em que intervêm dados de corte transversal referenciados espacialmente. Para isto, em primeiro lugar expõem-se de forma resumida os aspectos teóricos mais relevantes das técnicas de econometria espacial. Posteriormente, e tomando como base o problema da estimação do Produto Interno Bruto dos municípios de Portugal, apresentase uma aplicação na qual se comparam os resultados derivados dos métodos econométricos “clássicos” com aqueles obtidos ao utilizar a econometria espacial. Os resultados indicam que, de maneira similar aos seus homólogos temporais, o contraste de independência espacial deve converter-se numa prática habitual para que, no caso de rejeitar a referida hipótese, se proceda à realização de um tratamento adequado da problemática detectada.
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Cravo, J. M., Ramajo Hernández, J., & Márquez, M. A. (2004). Estimação de Variáveis Económicas Sujeitas a Dependências Espaciais: O Caso dos Municípios de Portugal Continental. RPER, (5), 57–78. https://doi.org/10.59072/rper.vi5.123
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