Abstract
A proximidade do final do Século XX faz com que se passe a viver, no dia-a- dia, o clima de reflexões, expectativas e projeções que caracterizam a semana entre o Natal e o Ano Novo. O título deste artigo e o tema do Painel que o motivou refletem esse clima. Há uma certa “mística” em torno de abordagens desse tipo e seria difícil escrever algo sobre “o perfil do profissional de saúde para o próximo século” sem cair num certo exercício de futurologia. Nada contra os futurólogos. Mas prefiro um terreno mais palpável e exercitar algumas análises acerca dos “anos iniciais do Século XXI”. Afinal, esses anos estão próximos e será durante os mesmos que as diretrizes das políticas para o ensino médico, para a saúde e para a educação serão executadas pelos Governos recentemente eleitos. Além de algumas idéias apresentadas por ocasião do Painel realizado em Botucatu, entendo ser pertinente incluir no artigo alguns conteúdos que abordei em estudo recentemente concluído (Almeida, 1997) e também outros elementos que constam da “Contribuição para as novas diretrizes curriculares dos cursos de graduação da área de saúde” (REDE UNIDA, 1998), de cuja sistematização participei diretamente. O título do artigo interliga duas dimensões da problemática da educação médica: o ensino e a prática profissional. São duas das três dimensões centrais do marco teórico-conceitual da educação médica com o qual me identifico e que orienta meu pensamento e minha ação no campo da formação e capacitação de recursos humanos em saúde. A terceira dimensão deste marco é constituída pelas relações internacionais que existem nos processos de produção dos serviços de saúde e de formação de profissionais de saúde.
Cite
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Almeida, M. J. de. (1999). Ensino médico e o perfil do profissional de saúde para o século XXI. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 3(4), 123–132. https://doi.org/10.1590/s1414-32831999000100010
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