Abstract
Introdução: Uma importante estratégia para minimizar distúrbios motores em indivíduos com doença de Parkinson consiste no treino da marcha. Adicionalmente, existem propostas relatando que estímulos visuais podem direcionar e facilitar os movimentos corporais, constituindo uma estratégia potencialmente aplicável para melhorar o padrão da marcha em indivíduos com Parkinson. Objetivo: Investigar a aplicabilidade do treinamento de marcha associado à visualização de imagens como estratégia para aprimorar a cinética e a cinemática da marcha em indivíduos com doença de Parkinson. Casuística e Métodos: Trata-se de um relato de caso de cinco indivíduos com diagnóstico clínico da doença de Parkinson, admitidos para tratamento no Hospital Universitário Alzira Vellano, Alfenas, MG. Os voluntários realizaram treinamento de marcha com e sem pistas visuais uma vez por semana, durante doze semanas. Antes e após o treinamento, foram realizadas avaliações de rigidez, agilidade das pernas, marcha e estabilidade postural de acordo com a Unified Parkinson’s Disease Rating Scale, assim como análise da velocidade da marcha e dissociação dos cíngulos dos membros superiores e inferiores. As variáveis quantitativas foram apresentadas como média e desvio padrão. Para comparar os valores de velocidade, na presença e ausência de pistas visuais, foram utilizados o coeficiente de variação e o teste t pareado. Resultados: O treino de marcha com pistas visuais melhorou os parâmetros motores registrados com a Unified Parkinson’s Disease Rating Scale, a dissociação dos cíngulos dos membros superiores e inferiores, e reduziu significativamente o tempo de marcha dos voluntários do estudo. Não houve melhora temporal da marcha quando as pistas foram removidas. Conclusões: O treino de marcha com a utilização de pistas visuais pode ser um recurso útil para melhorar o status motor geral dos indivíduos com doença de Parkinson. Aparentemente, o treinamento proposto diminui transitoriamente o tempo da marcha, com efeito limitado ao período no qual as pistas visuais são fornecidas aos pacientes. O aprimoramento de parâmetros cinemáticos da marcha parece ser sustentado por período prolongado, mesmo quando os pacientes são privados dessas pistas visuais.
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Santos, E. C. dos, Gonçalves, R. V., Fernandes, E. C., Soares, E. A., & Novaes, R. D. (2015). TREINO DE MARCHA MELHORA A CINÉTICA E CINEMÁTICA EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON. Arquivos de Ciências Da Saúde, 22(3), 21. https://doi.org/10.17696/2318-3691.22.3.2015.85
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