Abstract
A crescente incidência de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, tem incentivado a adoção de abordagens inovadoras em saúde mental. A Inteligência Artificial (IA), por meio de chatbots, algoritmos e triagens digitais, tem se destacado como recurso complementar promissor. Esta revisão de escopo, fundamentada no modelo JBI e diretriz PRISMA-ScR, analisou 48 estudos publicados entre 2020 e 2025, identificando benefícios significativos da IA na redução de sintomas psiquiátricos. Apesar dos avanços, desafios persistem, como baixa adesão, limitações éticas e escassez de personalização. O estudo reforça a necessidade de evidências mais robustas e regulamentações que assegurem segurança, eficácia e engajamento contínuo dos usuários. Palavras-chave: Inteligência Artificial; transtornos mentais; psicoterapia; intervenções terapêuticas; saúde mental.The increasing prevalence of mental disorders such as depression and anxiety has driven the adoption of innovative approaches in mental health care. Artificial Intelligence (AI), through tools like chatbots, algorithms, and digital screenings, has emerged as a promising complementary resource. This scoping review, based on the JBI model and PRISMA-ScR guidelines, analyzed 48 studies published between 2020 and 2025, identifying significant benefits of AI in reducing psychiatric symptoms. Despite the progress, challenges remain, including low adherence, ethical concerns, and lack of personalization. The study highlights the need for more robust evidence and regulatory frameworks to ensure user safety, effectiveness, and sustained engagement.El aumento de los trastornos mentales como la depresión y la ansiedad ha impulsado la adopción de enfoques innovadores en la atención en salud mental. La Inteligencia Artificial (IA), a través de chatbots, algoritmos y sistemas de evaluación digital, se ha destacado como un recurso complementario prometedor. Esta revisión de alcance, basada en el modelo del JBI y las directrices PRISMA-ScR, analizó 48 estudios publicados entre 2020 y 2025, identificando beneficios significativos del uso de IA en la reducción de síntomas psiquiátricos. Apesar de los avances, persisten desafíos como baja adherencia, limitaciones éticas y escasa personalización. El estudio refuerza la necesidad de evidências más sólidas y regulaciones que garanticen seguridad, eficacia y compromiso sostenido por parte de los usuarios.
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Ferreira, D. P. S. R., & Gomes, P. C. dos S. (2026). Uso de Inteligência Artificial no Tratamento de Transtornos Mentais: Uma Revisão de Escopo. Psicologia Argumento, 43(123). https://doi.org/10.7213/psicolargum.43.123.ao14
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