Estudo fitoquímico do oleorresina extraído da Copaifera reticulata Ducke (Leguminosae-Caesalpinioidade) em uma área de manejo sustentável

  • Costa A
  • Lameira O
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Dentre as espécies vegetais produtora de óleos destaca-se o gênero Copaifera L. constituído de espécies de elevado valor econômico e ecológico, suas árvores exudam um oleorresina conhecido, popularmente, como óleo de copaíba cujas propriedades medicinais, cosméticas e industriais são amplamente descritas na literatura. Neste sentido, o objetivo principal desse estudo foi analisar os elementos fitoquímicos presentes no oleorresina da espécie Copaifera reticulata Ducke, identificando os componentes fitoquimicos que se repetem em cada copaibeira e em seguida analisar através da matriz de correlação de Pearson a relação de significância dos elementos químicos do solo com o DAP das árvores selecionadas. O estudo foi conduzido na floresta manejada localizada na fazenda Agroecológica São Roque no município de Mojú-PA. Essa pesquisa trata-se de uma análise quantitativa e os resultados apontaram que em relação a K, P e Na, as maiores concentrações desses elementos foi observado no solo das árvores 1 (5,0 mg/dm3), árvore 10 (17,5 mg/dm3) e árvore 7 (8,5 mg/dm3) respectivamente. Os teores de Ca e Ca+ Mg foram elevados nas áreas do primeiro, segundo e terceiro indivíduos da espécie C. reticulata, com os valores para Ca: 0,9; 1,2; 2,4 e para Ca+Mg: 1,4; 1,7; 3,2, respectivamente. O teor de H + Al (acidez potencial) foi elevado nos solos dos indivíduos 4(1,4 cmolc/dm3), 5 (1,5 cmolc/dm3) e 7(1,5 cmolc/dm3). E através da análise da correlação de Pearson, que na comparação entre os diâmetros e o pH da água, verifica-se uma correlação positiva (r = 0,622), ou seja, quanto maior o diâmetro das árvores, maior será o percentual de pH da água. Outra correlação positiva ocorreu entre os percentuais de Ca e de Ca+Mg (r = 0,993), ou seja, quanto maior o percentual de Ca no solo, maior será o percentual de Ca + Mg. Em relação a caracterização fitoquímicas, apenas 3 arvores produziram óleo-resina com um percentual de identificação de 96,1%, 86,6% e 70,7% correspondentes às árvores do inventário com numeração 96, 106 e 153 (arvores 6, 7 e 10) ocorrendo diferença na taxa de concentração e na composição fitoquímica dos óleos analisados. Os elementos (E)-cariofileno, (E)-alfa-bergamoteno e beta-bisaboleno foram constantes nos óleos analisados e considerados os mais importantes quanto as suas atividades biológicas. As médias de teor dos compostos fitoquímicos Beta-elemeno; (E)-cariofileno; (E)-alfa-bergamoteno; (E)-beta-farneseno; (Z)-alfa-bisaboleno; β-bisaboleno; Beta-sesquifelandreno e Caureno das três árvores foram comparadas com as médias de Teor dos mesmos compostos fitoquímicos de três estudos bibliográficos usados como referências e constatou-se que não existem diferenças significativas nas médias de teor dos compostos fitoquímicos adotado como nível de significância de 5% (p < 0,05). Os resultados obtidos no presente trabalho reforçam ainda mais a importância da oleorresina de copaíba proveniente da região Amazônica contribuindo com a ampliação do conhecimento químico da espécie Copaifera reticulata Ducke.

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Costa, A. da S., & Lameira, O. A. (2021). Estudo fitoquímico do oleorresina extraído da Copaifera reticulata Ducke (Leguminosae-Caesalpinioidade) em uma área de manejo sustentável. Research, Society and Development, 10(16), e154101622305. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i16.22305

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