Abstract
Resumo Estudos recentes indicam que a elasticidade-preço das importações brasileiras é baixa. Este trabalho procura racionalizar o referido resultado revisitando as estimativas das importações do país desagregadas por “categoria de uso”. Os resultados reportados sugerem que a baixa elasticidade-preço das importações agregadas reflete fundamentalmente a baixa elasticidade-preço das importações de combustíveis, bens intermediários e de alguns tipos de serviços - notadamente, transporte, aluguel de equipamentos e pagamentos de royalties - produtos que, somados, respondem por pouco menos de dois terços do total importado. Isso ocorre porque vários desses produtos têm pouca ou nenhuma possibilidade de substituição por similares nacionais, devido principalmente a deficiências estruturais na oferta nacional.Abstract Recent studies have pointed out to a low price elasticity of Brazilian imports. In this study we provide a rationale for this result by revisiting the behavior of imports disaggregated in seven different categories. According to the results reported in this paper, the low price elasticity of total imports reflects the low price elasticities of intermediate goods, oil and fuel, and services such as transportation, royalties, and rents paid on machinery and equipment - products which together amount to about two thirds of aggregate Brazilian imports. We find that several of these imports have low or null possibility of substitution for domestic products, due to structural deficiencies in Brazilian productive capacity.
Cite
CITATION STYLE
Santos, C. H. M. dos, Cieplinski, A., Pimentel, D. M., & Bhering, G. (2017). Por que a elasticidade-preço das importações é baixa no Brasil? Evidências a partir das desagregações das importações por categorias de uso. Economia e Sociedade, 26(1), 141–164. https://doi.org/10.1590/1982-3533.2017v26n1art5
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.