Abstract
Resumo Busca-se neste artigo, por meio de uma perspectiva atenta às experiências, investigar as relações material-discursivas desenvolvidas através da prática de selfie. Para essa análise, tomamos como ponto de partida imagens publicadas no Facebook realizadas em uma praça localizada na cidade de Salvador, conjuntamente com os metadados de leitura automática associados a ela – considerados aqui como uma audiência algorítmica. Argumenta-se que a prática de selfie configura-se enquanto uma experiência de produção de relatos de si vinculada obrigatoriamente a um outro múltiplo – direcionando-se a uma audiência de emaranhados de sujeitos e algoritmos. Dessa forma, sugere-se compreendê-lo enquanto um aparato de práticas material-discursivas de produção de relato de si que se forma na interação entre diferentes materialidades digitais e experiências relacionais.Abstract We seek to investigate, through the perspective of experiences, how material-discursive relations are developed through the practice of the selfie. For this analysis, we take as starting point images published on Facebook and taken in a square located in the city of Salvador, along with the automatic alternative text metadata – understood here as an algorithmic audience. We argue that the practice of selfie is an experience of account of oneself related to a multiple another – targeting an audience of entangled subjects and algorithms. In this way, we suggest to understand the selfie as an apparatus of material-discursive practices of account of oneself that is formed in the interaction between different digital materialities and relational experiences.Resumen Buscamos en este artículo, a través de una perspectiva atenta a las experiencias, investigar las relaciones material-discursivas desarrolladas a través de la práctica de selfie. Para este análisis, tomamos como punto de partida imágenes publicadas en Facebook realizadas en una plaza ubicada en la ciudad de Salvador, junto con los metadatos de lectura automática asociados a ella – considerados aquí como una audiencia algorítmica. Argumentamos que la práctica de selfie se configura como una experiencia de producción de relatos de sí vinculada obligatoriamente a otro múltiplo – dirigiéndose a una audiencia de enmarañados de sujetos y algoritmos. De esta forma, sugerimos comprenderlo como un aparato de prácticas material-discursivas de producción de relato de sí que se forma en la interacción entre diferentes materialidades digitales y experiencias relacionales.
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Pastor, L. (2020). Autofotografia e relato de si: materialidades digitais e audiência algorítmica na prática de selfie. Intercom: Revista Brasileira de Ciências Da Comunicação, 43(3), 155–171. https://doi.org/10.1590/1809-5844202038
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