Abstract
Este artigo rejeita a visão convencional do Estado que se revela na afirmação de perda de controle do Estado nas prisões geridas pelas gangues. Para tanto, adota uma narrativa histórico-analítica seletiva e uma abordagem sociológica das características culturais, sociais e políticas do processo de formação da República brasileira e da produção de determinados habitus de relacionamento entre o Estado e a sociedade, traduzidos em práticas de negociações entre os diversos agentes sociais. Considera os episódios denominados midiaticamente de “guerra nas prisões” como analisadores dos complexos processos sociais de produção do controle social e de manutenção da ordem pelo Estado baseados na guetização dos presídios e nas dinâmicas de violência e de negociação entre o Estado e as gangues prisionais.
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Batista, A. S., & Maciel, W. C. (2018). PRISÃO COMO GUETO: a dinâmica de controle e de extermínio de jovens negros pobres. Revista Observatório, 4(2), 174–200. https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2018v4n2p174
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