Abstract
Neste início do século XXI, o Ceará se insere no novo quadro da migração no Brasil, entre outros aspectos, por receber importante contingente de migrantes internacionais, com destaque para os africanos, chineses e sul coreanos. Como recebeu investimentos que alteraram sua dinâmica territorial e econômica, Fortaleza se apresentou como uma metrópole que reuniu serviços e investimentos, por consequência oferta de empregos. Assim, o objetivo deste texto é entender a recente migração internacional pela via da economia urbana e das múltiplas territorialidades produzidas pelos migrantes, principalmente para a capital do Ceará, mas também para cidades com centralidade na rede urbana. Desse modo, afirmamos que a presença dos migrantes internacionais neste estado, permite, por um lado, o surgimento de uma economia urbana da migração e novas territorialidades – sentidas pelos fluxos vinculados ao trabalho, estudo, moradia, consumo e lazer. Por outro lado, é possível compreender o perfil dos sujeitos migrantes, suas trajetórias construídas e conflitos existentes a partir das práticas cotidianas. Em síntese, a migração internacional materializada na escala das cidades em apreço é um exemplo da inserção do Ceará de maneira diferenciada na divisão territorial do trabalho do século XXI.
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Bomtempo, D. C. D. (2019). MIGRAÇÃO INTERNACIONAL, ECONOMIA URBANA E TERRITORIALIDADES. Boletim Goiano de Geografia, 39, 1–26. https://doi.org/10.5216/bgg.v39i0.55885
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