Abstract
Para os pesquisadores de arqueologia e geologia, dentre outras ciências, a informação sobre a idade dos materiais em estudo é importante. Há várias técnicas de datação, a começar do muito conhecido método de radiocarbono, apropriado para amostras que absorveram carbono no passado, outros se baseiam no decaimento radioativo de diferentes radioisótopos com meia vida apropriada, e aqueles que se baseiam na deposição parcial de energia de uma radiação ionizante, incidente sobre o material cuja idade se quer determinar. Fazem parte da última classe de métodos o de ressonância paramagnética eletrônica (EPR), de termoluminescência (TL) e o de luminescência oticamente estimulada (LOE ou OSL-optically stimulated luminescence), que são muitos usados pela sua facilidade de aplicação e alcance (Ka a Ma). Contudo, às vezes surgem resultados que têm causado dúvidas quanto à confiabilidade da técnica TL e OSL. O objetivo deste trabalho consiste em demonstrar que as medidas feitas em dois dos laboratórios mais ativos em datação do país, da dose acumulada em três peças cerâmicas, pela técnica de termoluminescência, apresentaram resultados coerentes, comprovando a confiabilidade da técnica. Este teste pode ser estendido às técnicas de OSL e EPR e será objeto de um trabalho futuro.
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Watanabe, S., Tatumi, S. H., Farias, T. M. D. B., Souza, S. D. O., Gennari, R. F., Kunzl, R., & Farias, D. S. E. de. (2006). Testes de confiabilidade dos métodos de datação por termoluminescência (TL) e luminescência oticamente estimulada (OSL). Revista Do Museu de Arqueologia e Etnologia, (15–16), 383. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2006.89744
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