Abstract
Estudos de placentação foram desenvolvidos em quatorze fêmeas de mocós em diferentes fases de gestação. As fêmeas foram pré-anestesiadas associando-se cloridrato de quetamina (15mg/kg) e midazolan (1mg/kg). Em seguida foram anestesiadas por inalação de isoflurano em associação com oxigênio com 100% de saturação. Após a anestesia realizou-se a cirurgia para a exposição das estruturas fetais e a coleta de dados. Macroscopicamente, identificou-se uma placenta discoidal, o saco vitelínico e o âmnio de aspecto transparente e avascular. Microscopicamente, o cordão umbilical apresentou duas artérias, uma veia e o ducto alantoideano, além de uma artéria e uma veia vitelínicas. A placenta mostrou uma relação mesometrial com o útero e apresentou-se constituída por lóbulos delimitados por regiões de interlóbulo e, perifericamente, uma região de sincício marginal contendo locais com espongiotrofoblasto e células trofoblásticas gigantes. A subplacenta esteve composta por lóbulos e por trofoblasto de natureza sincicial e celular. O saco vitelínico apresentou uma porção parietal sustentada pela membrana de Reichert´s e uma porção visceral muito vascularizada. Os estudos de placentação em mocós indicaram a presença de um útero bicórneo, uma placenta corioalantoídea discoidal e labiríntica, com barreira placentária hemocorial de subtipo hemomonocorial separando um fluxo sangüíneo materno-fetal do tipo contracorrente.
Cite
CITATION STYLE
Oliveira, M. F. (2005). Placentação em mocós, Kerodon rupestris Wied, 1820. Biota Neotropica, 5(1), 221–222. https://doi.org/10.1590/s1676-06032005000100030
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.