Abstract
O turismo é um dos fatores de aceleração do desenvolvimento contemporâneo, e de intensificação das relações sociais, típicas do modo de produção capitalista. Trata-se de atividade que necessita do uso e da apropriação de ambientes naturais e culturais, produzidos pelo trabalho, para transformá-lo em espaço de lazer e consumo. Faz parte da dinâmica atual da mundialização do capital, que cria territorialidades, como forma de responder às crises da acumulação global, envolvendo, além do mercado, o Estado e a Sociedade Civil. É ainda um serviço de suporte à recuperação do trabalho humano, ao progressivo crescimento das relações do trabalho industrial, comercial e financeiro dos diversos mercados internacionais, além de, enquanto produto de exportação, constituir-se em uma das principais mercadorias do comércio exterior. É um setor afeito a mitologias, ora é considerado panacéia capaz de resolver os problemas socioeconômicos dos países periféricos, ora é interpretado como indústria selvagem, capaz de destituir comunidades de suas marcas identitárias e de sentimentos de pertença. Há, pois, na atividade turística, elementos contraditórios. Este artigo reflete sobre os significados, contradições e desafios relativos à sustentabilidade do turismo, em face dos significados do desenvolvimento adotados pelas políticas governamentais e sua desconexão com as políticas de cultura que podem contribuir, em valores e diretrizes, para a construção do turismo solidário, voltado para o fomento da diversidade cultural e qualidade de vida das populações.
Cite
CITATION STYLE
Coriolano, L. N., & Leitao, C. (2008). Turismo, cultura e desenvolvimento entre sustentabilidades e (in)sustentabilidades. PASOS Revista de Turismo y Patrimonio Cultural, 6(3), 467–479. https://doi.org/10.25145/j.pasos.2008.06.035
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.