Abstract
A compreensão da contemporaneidade, pelas Ciências Sociais, implica a revisão de suas regras metodológicas, através de uma crítica epistemológica dos limites do conhecimento social. Esta pesquisa propõe, com isso, debater a crise de representatividade da ciência, questionando suas noções de verdade. Neste amplo universo de discussões, Ulrich Beck e Boaventura de Sousa Santos são referências destacáveis. Para Beck, a ciência não é entendida apenas como fonte de resolução dos problemas, pois a expansão técnica também é, em diversos casos, a causa geradora de riscos civilizacionais. Santos, por sua vez, afirma que a racionalidade cognitiva-instrumental moderna colonizou e subjugou outras formas de saber, fato que desperta a busca por novas reflexões que rompam com a tendência da ciência clássica de valorizar uma plateia universal específica. Trabalhando com os pesquisadores em questão, é possível notar progressivas transformações na análise científica, que reanimam a razão a partir de outros discursos e parâmetros conceituais.
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Lemos, M. R. (2016). A crítica da racionalidade científica: aproximações entre Ulrich Beck e Boaventura de Sousa Santos. RELACult - Revista Latino-Americana de Estudos Em Cultura e Sociedade, 2, 452–465. https://doi.org/10.23899/relacult.v2i4.241
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