Abstract
A dança Break é a arte corporal da cultura Hip-Hop e o breaker é o artista que dá vida à dança Break. Neste contexto cultural e artístico das ruas da cidade, procuramos entender as relações possíveis entre o movimento implícito no processo de criação, que ocorre no ato de dançar, e o movimento que se dá no modo de constituição da subjetividade num contexto demarcado pela exclusão social. Portanto, investigamos a movimentação dos sentidos desta dança para encontrar as reais possibilidades do jovem na criação de uma estética própria (ALVES, 2001). Entre parênteses O que seria esta " movimentação de sentidos " ? Quando nos mobilizamos a uma atividade física em nossos momentos de lazer, algo em nós nos coloca em movimento e nos indica uma modalidade física, através da qual esta mobilização supostamente seria satisfeita. Para muitos, esta mobilização atende a uma intenção funcional, que se apresenta como imperativo, na busca de um ideal, representado por valores estéticos preconizados para um corpo belo e eficiente. Para outros, esta mobilização é algo além da função e ultrapassa esta linha discursiva que relaciona a atividade física à promoção da saúde e beleza física – discurso este formatado pelos ideais dominantes da cultura. Esta mobilização atende a outras ordens, forjadas pelo corpo em meio a esta malha real que categoriza a ordem dos vencedores e dos derrotados, dos habilidosos e dos inábeis. Nesta outra linha, a beleza e a saúde estão presentes, mas articuladas numa cadeia de sentidos que tecem a estética para uma outra existência não alienada desta estrutura social dividida em classes, mas constituída nos interstícios desta estrutura. Motriz, Rio Claro, v.10, n.1, p.01-07, jan./abr. 2004
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Dias, H. P. (1995). Introdução. In A responsabilidade pela saúde: aspectos jurídicos (pp. 9–22). Editora FIOCRUZ. https://doi.org/10.7476/9788575412749.0001
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