Educação inclusiva: para todos ou para cada um? Alguns paradoxos (in)convenientes

  • Silva K
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A educação inclusiva realmente instala um novo paradigma? Em um movimento para mascarar e recobrir a experiência de ambivalência e mal-estar suscitada pelo estranho, percebe-se uma tentativa de naturalizar as diferenças dos alunos com necessidades educativas especiais e enquadrá-los em categorias ordenadoras previamente estabelecidas, que pressupõem uma descrição detalhada e refinada, em um movimento classificatório que tende ao infinito. Os apelos contemporâneos ao individualismo e ao consumismo estão impregnados no discurso da educação inclusiva, perceptíveis na exacerbação do poder do especialista, na preocupação com a eficácia da educação e no excesso (de informações, de técnicas e de saberes).Does inclusive education actually set a new paradigm? In a move to mask and cover the experience of ambivalence and discomfort caused by the strange ones, we can observe an attempt to make the differences in students with special educational needs look lighter and fit them into previously established categories, which involve a detailed and refined description, in an endless classifying move. The contemporary appeals to individualism and consumerism are impregnated in the inclusive education discourse, and they are perceived in the exacerbation of specialist teachers' power, as well as in the concern about effectiveness in education and in some excess (of information, techniques and knowledge).

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Silva, K. C. B. da. (2010). Educação inclusiva: para todos ou para cada um? Alguns paradoxos (in)convenientes. Pro-Posições, 21(1), 163–178. https://doi.org/10.1590/s0103-73072010000100011

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