Abstract
Existem os que vêem no novo Código, no que se refere às igrejas (asso-ciações), uma espécie de perseguição do governo. São leis, dizem, que visam à intromissão governamental na administração eclesiástica com o objetivo de dificultar o crescimento das igrejas. Referindo-se a esse grupo, muito bem retratou o pastor Elias Werneck, redator da Revista Administração Eclesiásti-ca, edição JUERP, quando disse: "Questionamentos estão sendo levantados, alguns dos quais meio na base do quase terrorismo ou uma espécie de escato-logismo". 1 Tantas novidades têm causado polêmica e preocupado boa parte da lide-rança evangélica, além, é claro, dos crentes. Histórias de que igrejas serão fechadas, dízimos serão taxados, pastores acabarão presos e de que homosse-xuais terão que ser aceitos sem contestação nas comunidades cristãs podem ser ouvidas cada vez com mais freqüência após os cultos. 2 * Doutor em Sociologia pela USP e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Pucrs. A pesquisa foi financiada pelo CNPq e contou com a participação de Toty Ypiranga de Souza Dantas e Manuela Schneider, bolsistas de Iniciação Científica do CNPq. Endereço: rmariano1@uol.com.br.
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Mariano, R. (2007). A reação dos evangélicos ao novo Código Civil. Civitas - Revista de Ciências Sociais, 6(2), 77. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2006.2.57
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