Abstract
O presente artigo problematiza as relações de gênero e a divisão sexual do trabalho no meio rural dialogando com o movimento social “Marcha das Margaridas”. Tendo como sujeitos de pesquisa mulheres produtoras rurais, do norte do Estado de Minas Gerais, participantes da Marcha, por meio de uma observação participante, entrevistas e relatos de experiências buscou-se desvelar os sexismos presentes nas relações de trabalho no campo e as mudanças auferidas na prática social e na visão de mundo dessas mulheres. Os achados revelam que, não obstante, ainda as situações de desigualdades e a invisibilidade das mulheres presentes no trabalho meio rural – com a permanência do “trabalho múltiplo”, a participação e o engajamento em movimentos sociais de base feminista e rural, tais como a “Marcha das Margaridas”, têm contribuído para a quebra de paradigmas enraizados na sociedade. Evidenciam-se alterações na forma de pensar e de ver o mundo, bem como na prática social, o que traz conquistas substanciais para as mulheres do campo.
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Gonçalves, R. Q., & Guimarães, S. de M. (2017). Relações de gênero e divisão sexual do trabalho no meio rural: interlocuções com o movimento social “Marcha das Margaridas.” Revista Brasileira de Educação Do Campo, 2(1), 231–251. https://doi.org/10.20873/uft.2525-4863.2017v2n1p231
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