Abstract
Infraestruturas de transporte são nexos sociais importantes: elas permitem a locomoção da esfera privada (o lar) para a esfera social (o trabalho, o lazer, o político). Neste artigo, questiona-se a questão de acessibilidade à infraestrutura de transporte público na cidade de Londres, capital inglesa, da perspectiva de passageiros cadeirantes. Baseado em pesquisa de caráter qualitativo, argumenta-se, primeiramente, que séculos de exclusão social estão materializados no sistema de transporte público, resultando assim em um ciclo vicioso de segregação de pessoas com deficiência. Mostram-se em seguida as maneiras em que cadeirantes em Londres efetuam um processo de re-inclusão social por movimentos políticos, mas também por ações subversivas e individuais no quotidiano. Para concluir, propõe-se algumas reflexões teóricas sobre o estudo de infraestruturas, questionando conceitos como “invisibilidade” e “trabalho”, e algumas lições para o contexto brasileiro.
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Velho, R. (2018). Infraestruturas de transportes e inclusão social… ou, como os cadeirantes se revoltam. Revista Tecnologia e Sociedade, 14(32). https://doi.org/10.3895/rts.v14n32.7857
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