Abstract
O presente artigo objetiva avaliar quais os fatores de caráter biopsicossociocultural e aspectos obstétricos e assistenciais na saúde estão associados a prática de desmame precoce do aleitamento materno a fim de auxiliar nas ações frente ao tema de modo a melhorar os índices da amamentação. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, pesquisa descritiva, abordagem qualitativa e método dedutivo realizada a partir das bases de dados eletrônicas PubMED, MEDLINE, LILACS, BVS, BDENF e SciELO, usando os descritores “aleitamento materno/breastfeeding” e “desmame/weaning” com os operadores booleanos “e/AND”. Na busca inicial, foram encontrados 4407 artigos. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e leitura, foram analisados 22 trabalhos. As taxas de aleitamento materno exclusivo variaram entre 14,8% e 98,1%. Os principais fatores associados ao desmame precoce foram: maior idade da criança, trabalho materno, uso de complemento lácteo no hospital, uso de chupeta, mãe com sintomas depressivos. Em contrapartida, mães com experiência anterior, apoio paterno, níveis médios e elevados de autoeficácia, estar em AME na alta hospitalar e receber apoio e incentivo profissional no pré-natal, pós-parto imediato e puerpério tardio foram fatores de proteção ao aleitamento. A amamentação é determinada por múltiplos fatores. As variáveis de caráter assistencial são um aspecto central quando se analisa o aleitamento materno e o enfoque na percepção materna se faz necessário para o estabelecimento e sucesso da amamentação por meio da compreensão dos obstáculos, incertezas e insatisfações com o processo.
Cite
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Leão, G. N. C., Dias, L. M., Silva, L. N. C. da, Andrade, A. M. de, & Oliveira, M. G. B. de. (2022). Fatores associados ao desmame precoce do aleitamento materno: uma revisão. Research, Society and Development, 11(7), e11811727943. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i7.27943
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