Abstract
Durante as últimas décadas observou-se uma movimentação significante com relação à sustentabilidade. Neste contexto, organizações buscaram se adequar a regulamentações específicas para manter seus negócios e, também, certificar-se em programas de reconhecimento a empresas sustentáveis. Surgiram então investimentos socialmente responsáveis, visando oferecer alternativas para investidores sensibilizados com a sustentabilidade e para organizações captarem recursos destes. Bolsas de valores logo se organizaram para gerar índices que monitorem este mercado, a exemplo dos Índices de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC), ambos da BM&FBOVESPA. Todavia, pouco foi explorado com relação ao retorno advindo da adoção de medidas sustentáveis e, mesmo os estudos que o fizeram, apresentam conclusões controversas. Neste sentido, o presente artigo analisou quantitativamente o comportamento dos índices de mercado voltados à sustentabilidade da BM&FBOVESPA e os comparou aos demais índices do mercado de capitais brasileiro. Como resultado, evidenciou-se que a rentabilidade dos índices reconhecidos como sustentáveis se comportam de maneira similar aos demais índices e, apesar de suas medidas de risco se mostrarem divergentes, indica-se que esta discrepância não decorre da adequação a padrões de sustentabilidade.
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Veiga, L. G. N., Tortato, U., & Vieira, W. (2015). Análise do comportamento dos índices de mercado sustentáveis: um estudo do mercado de capitais brasileiro. Revista Gestão Organizacional, 7(3). https://doi.org/10.22277/rgo.v7i3.1697
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